Vasco pede para incluir dívida de R$ 6,2 milhões com a Cedae em lista de credores

O Club de Regatas Vasco da Gama, uma das maiores instituições esportivas do Brasil, solicitou oficialmente à Justiça do Rio de Janeiro a inclusão de uma dívida de aproximadamente R$ 6,2 milhões com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) na lista de credores do seu processo de recuperação judicial. Esse pedido integra a estratégia do clube em reorganizar suas finanças para assegurar sua recuperação e a continuidade operacional de suas atividades.

A origem da dívida remonta ao consumo de água e serviços de esgoto no estádio de São Januário. O clube vinha negociando com a Cedae desde 2015, quando firmou um acordo inicial para pagamento de R$ 9,1 milhões. Desde então, houve revisões do valor da dívida — incluindo um aditamento em 2019 que reconheceu um débito de R$ 9,3 milhões e uma redução em 2021 para cerca de R$ 6,7 milhões, parcelado em 100 vezes. Porém, o Vasco da Gama voltou a atrasar os pagamentos em dezembro de 2023, agravando a situação[1].

O pedido para incluir essa dívida no processo de recuperação judicial ocorre dentro do contexto mais amplo da situação financeira delicada enfrentada pelo Vasco, que, conforme relatório divulgado em 2025, acumula uma dívida total estimada em R$ 1,2 bilhão envolvendo a sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Simultaneamente, o clube apresentou recordes de receita, fruto da gestão financeira que busca equilibrar austeridade na administração, venda de atletas e novas fontes de renda, sinalizando um esforço consistente para a transformação financeira estrutural[3].

O processo de recuperação judicial foi autorizado em fevereiro de 2025 pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o que representa um avanço significativo para o Vasco e sua SAF, conferindo-lhes um ambiente mais seguro para negociar dívidas e reestruturar o clube. O plano de recuperação, contudo, tem enfrentado desafios: o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou graves ilegalidades e cláusulas abusivas no documento apresentado pelo Vasco, especialmente quanto ao tratamento das dívidas trabalhistas, recomendando reformulações antes da homologação e da realização da Assembleia Geral de Credores[4].

A inclusão da dívida com a Cedae na lista de credores é parte desse ajuste nas obrigações financeiras e reforça o compromisso do Vasco em negociar seus passivos de forma organizada e transparente. A reestruturação prevê negociações que podem incluir parcelamentos, reduções e outras medidas previstas na Lei de Recuperação Judicial e Falências (LRF), como venda de ativos, alteração do controle societário e aumento de capital social[5].

Apesar das adversidades, a diretoria do Vasco demonstra confiança na continuidade do clube e da SAF, ressaltando que a recuperação judicial, aliada a uma gestão eficiente e à busca por novos investimentos, poderá evitar a falência e promover a sustentabilidade econômica do Vasco da Gama a longo prazo[2][3].

Este movimento é crucial para um clube com histórico centenário, que tem uma importante base de torcedores e um papel cultural no esporte brasileiro, e que agora aposta na recuperação judicial para retomar sua estabilidade financeira e competitividade.

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