## Vasco admite redução de dívida com o Atlético-MG por Paulo Henrique, mas crise financeira ainda preocupa
Em mais um capítulo da turbulenta fase financeira do Vasco da Gama, o clube carioca revisou oficialmente, perante a Justiça do Rio de Janeiro, o valor da dívida junto ao Atlético-MG pela compra do lateral-direito Paulo Henrique. Inicialmente, o débito era registrado em cerca de R$ 4,99 milhões, mas o Vasco informou à Justiça que já pagou R$ 1,21 milhão, corrigindo o valor para R$ 3,91 milhões, já contabilizando juros e atualizações contratuais[1][3]. A justificativa apresentada foi a crise financeira severa enfrentada pelo clube nos últimos anos, que impediu o cumprimento integral do compromisso no prazo original[1][3].
A negociação do jogador, concluída em 2023, envolveu o desembolso de R$ 500 mil apenas para o empréstimo de Paulo Henrique ao Vasco — valor pago quando o atleta ainda estava sob contrato do Atlético e foi cedido ao clube carioca. A transferência definitiva, no entanto, envolveu um pagamento em torno de 1 milhão de dólares, estipulado no acordo entre os clubes mineiro e carioca, mas esse valor permanece alvo de dúvidas entre torcedores e analistas do mercado[1]. Paulo Henrique atuou em 14 jogos pelo Vasco na última Série A, sendo importante para a permanência do time na elite, mas sua passagem pelo Atlético foi marcada por atuações medianas, em apenas três jogos do Campeonato Mineiro[3].
A demora no pagamento do valor acordado levou o Atlético-MG a recorrer à Justiça. O valor original de R$ 5 milhões, objeto de cobrança do clube mineiro, foi atualizado pelo Vasco, que, durante o processo de recuperação judicial, apresentou o saldo devido de R$ 3,91 milhões à Justiça fluminense, reconhecendo a própria inadimplência, mas buscando maior transparência quanto ao real volume da dívida[1][3]. O alívio parcial com o abatimento do débito, contudo, é ofuscado pela incerteza quanto à saúde financeira do Vasco, que acumula dívidas superiores a R$ 637 milhões, incluindo pendências com mais de 25 clubes de diversas ligas nacionais e internacionais[2].
A equipe de administração judicial do Vasco trabalha na apresentação de um plano de recuperação para ser submetido aos credores, incluindo o Atlético-MG. Com a suspensão de cobranças judiciais e o prazo de até 60 dias para apresentação de um plano de pagamento — após o início do processo de recuperação judicial —, o clube espera renegociar as dívidas e evitar asfixia financeira total[4]. Enquanto isso, o caso de Paulo Henrique serve de alerta para a necessidade de transparência nas transferências e para a urgência de equilíbrio nas contas de clubes em crise.
Para torcedores, a notícia traz um misto de esperança e apreensão: pagamentos parciais mostram uma tentativa de regularização, enquanto débitos acumulados revelam o tamanho do desafio pela frente[1]. O Vasco, por sua vez, mira o retorno da credibilidade junto a investidores e parceiros, fundamental para qualquer nova fase de crescimento e competitividade.
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