O Vasco da Gama enfrenta um desafio financeiro histórico ao admitir uma dívida de mais de 25 anos relacionada ao Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), que ultrapassa o montante de R$ 2 milhões. Esta dívida envolve vários imóveis do clube, incluindo o emblemático Estádio de São Januário, a sede do Calabouço, a sede náutica da Lagoa e o Centro de Treinamento do Almirante, em Duque de Caxias. A situação vem se arrastando desde o início dos anos 2000, e a atual gestão, liderada pelo presidente Pedrinho, está empenhada em negociar com a Procuradoria da Prefeitura do Rio de Janeiro para regularizar o passivo fiscal.
Nos últimos meses, o clube conseguiu quitar os débitos referentes aos anos de 2021, 2023 e 2024, além de parcelar parte das dívidas dos anos de 2020 a 2022 relacionadas a São Januário e ao CT do Almirante. Apesar desse avanço, a regularização total ainda depende de negociações que buscam um acordo viável para evitar penalidades como penhora ou leilão dos bens do clube. A iniciativa da atual administração em buscar a quitação desse passivo foi elogiada por órgãos públicos, representando a primeira vez que o Vasco tenta resolver esse problema fiscal de forma proativa.
Além deste passivo específico, o Vasco enfrenta um cenário financeiro geral complexo, com uma dívida total que ultrapassa R$ 1,4 bilhão, incluindo passivos trabalhistas, cíveis e obrigações diversas. No entanto, mesmo neste contexto, o clube demonstrou sinais de recuperação financeira em 2025, registrando um superávit operacional e mantendo saldo positivo em caixa, reflexo de uma gestão mais profissional e transparente, seja no clube associativo ou na Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
O vice-presidente jurídico do Vasco, Felipe Carregal, expressou indignação com o descaso histórico que levou a este cenário, ressaltando que assumir esta responsabilidade é fundamental para o reerguimento do clube. A negociação em andamento demonstra o esforço para superar as dificuldades herdadas e restabelecer a saúde financeira do Cruz-Maltino, garantindo a regularização dos imóveis e melhorando a imagem institucional do clube perante a sociedade e órgãos públicos.
Este é um momento decisivo para o Vasco, que busca equacionar dívidas antigas enquanto investe em sua estrutura administrativa e esportiva. A consolidação desses acordos será crucial para que o clube possa focar em seu crescimento sustentável e desempenho esportivo, resgatando sua tradição e importância no futebol brasileiro.
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