Jornalistas esportivos e especialistas em arbitragem bateram o martelo sobre o polêmico pênalti não marcado em favor do Vasco da Gama no clássico contra o Botafogo, disputado em São Januário pela Copa do Brasil. A discussão ganhou grande repercussão entre comentaristas, técnicos e torcedores, dividindo opiniões sobre o lance que poderia ter influenciado o resultado final da partida.
O lance em questão ocorreu logo no início do segundo tempo, quando uma finalização do Vasco atingiu o braço do jogador Marlon Freitas dentro da área, mas o árbitro Anderson Daronco optou por não marcar a penalidade máxima e nem acionou o VAR para revisão. Para o técnico do Vasco, Fernando Diniz, a penalidade era clara e o critério aplicado pelo árbitro incomodou pela falta de uniformidade nas decisões da arbitragem brasileira, especialmente em confrontos importantes. Diniz relembrou outras situações recentes em que o Vasco foi prejudicado por decisões muitas vezes contraditórias, citando inclusive um pênalti marcado contra o Juventude por uma situação semelhante já como exemplo da incoerência de julgamento[2].
No programa ‘De Primeira’, os comentaristas Paulo Vinícius Coelho, Bruno Braz e Igor Siqueira analisaram o lance com profundidade. Paulo Vinícius Coelho defendeu que houve pênalti, argumentando que a bola bateu no braço aberto do defensor, o que configura infração. Já Igor Siqueira explicou a decisão da arbitragem, dizendo que os árbitros entenderam que a bola bateu em uma região do braço próxima ao corpo, o que não configura toque intencional para penalidade, por entenderem que a bola teria atingido o tronco na ausência do braço. Bruno Braz destacou que a reação do Vasco foi menos agressiva do que em outras situações, com Diniz apenas criticando o critério e não adotando uma postura de reclamação mais veemente[1].
Do ponto de vista do jogo, o Vasco criou boas oportunidades para vencer o Botafogo, especialmente no segundo tempo, mas não conseguiu converter o domínio em gol, empatando em 1 a 1. O incidente do pênalti não marcado acabou sendo um fator que gerou insatisfação na equipe e torcida, considerando a importância da partida nas quartas de final da Copa do Brasil. A possível falta transformaria o confronto e poderia dar vantagem ao Cruz-maltino[3].
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu a polêmica e informou que lançará uma cartilha detalhando os critérios para lances de bola na mão, na tentativa de uniformizar a interpretação dos árbitros em situações semelhantes, já que existe divergência até mesmo entre especialistas renomados[1].
O episódio reacende o debate sobre a arbitragem no futebol brasileiro e a necessidade de maior clareza e padrão nos julgamentos para evitar confusões e injustiças que impactam diretamente o resultado dos jogos e o sentimento dos clubes e torcedores.
#VascoDaGama #Botafogo #CopaDoBrasil #PenaltiPolêmico #ArbitragemBrasileira #FernandoDiniz #AndersonDaronco #VAR #FutebolBrasileiro #SãoJanuário