Empresário de Adson, do Vasco, critica recuperação judicial

#Empresário de Adson critica plano de recuperação judicial do Vasco e revela descontentamento com tratamento a credores

O empresário Fabio Mello, responsável pelo atacante Adson, do Vasco, tornou pública sua insatisfação com o plano de recuperação judicial apresentado pelo clube, criticando a forma como os credores estão sendo tratados nesse processo. Em entrevista, Mello revelou que o Vasco ofereceu um deságio de 90% do valor devido e o parcelamento dos 10% restantes em 19 anos, proposta que ele classificou como inaceitável para alguém que contribuiu para a performance esportiva do time[1][2][5].

‘Que acordo é esse para quem está contribuindo para a performance esportiva e, no mínimo, de respeito, de ter um cara do ambiente? Todo mundo é credor. Mas eu nasci nesse ambiente’, afirmou o empresário, deixando claro seu desapontamento com a negociação[1]. Ele também destacou que o clube não pagou a comissão devida por uma operação de transferência envolvendo Adson, além de estar em débito com o Nantes, da França, pela contratação do jogador, o que levou à punição do transferban pela Fifa[2][3].

A situação financeira do Vasco virou pauta recorrente nas últimas semanas. O clube entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, buscando reestruturar suas dívidas, que superam os R$ 2 bilhões. No entanto, o plano apresentado aos credores é visto como agressivo, com propostas de quitação a longo prazo e significativo desconto sobre os valores devidos[1][2].

Ainda na mesma semana em que o clube apresentou o plano coletivo, Mello afirma que foi procurado pela diretoria do Vasco interessada em outro atleta sob sua representação. O episódio gerou estranheza, já que, enquanto negociava pagamentos atrasados, o clube demonstrava interesse em novos negócios[1][5].

## Impacto no elenco e repercussão

Adson chegou ao Vasco no início de 2024, vindo do Nantes, e logo se tornou peça fundamental no ataque sob o comando do técnico Rafael Paiva. O jogador, entretanto, sofreu uma série de lesões, inclusive uma recente fratura na tíbia direita, que o afastou dos gramados e reduziu sua participação em 2025. Antes dos problemas físicos, ele já havia sido eleito pela torcida como a principal contratação da temporada[1][2][4].

Profissionais do futebol brasileiro vem acompanhando o caso com atenção, uma vez que o tratamento dispensado aos credores pode impactar futuras negociações e a imagem do clube no mercado de transferências. Além disso, o transferban imposto pela Fifa impede o Vasco de contratar novos atletas, dificultando ainda mais a montagem do elenco para as próximas competições[3].

## A visão do empresário e o futuro

Apesar das críticas, Fabio Mello fez questão de enaltecer o presidente Pedrinho, destacando sua coragem e identificação com o clube. Contudo, reforçou que o respeito aos credores é fundamental para a sustentabilidade do esporte: ‘O Pedrinho merece todas as minhas admirações. Acho ele genial, como atleta, pelo o que ele passou, a coragem que ele teve de sair da tv e assumir o clube de coração. Todo mundo pode sonhar e ele está realizando o sonho dele. Uma identificação do clube. Mas o clube não pode fazer isso com os credores, se organizar, diminui as dívidas e aí vende para um bilionário?'[1].

Enquanto aguarda um posicionamento oficial do Vasco, a situação expõe as dificuldades de clubes tradicionais enfrentarem crises financeiras sem comprometer o relacionamento com atletas, empresários e fornecedores. O caso também coloca em xeque a efetividade dos planos de recuperação judicial no futebol brasileiro, tema que tende a ganhar relevância nos próximos meses.

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