O Vasco da Gama vive um momento conturbado em sua história recente, aprofundado após a goleada sofrida por 4 a 0 contra o Independiente del Valle, na última terça-feira, 15 de julho de 2025, em Quito, pela partida de ida da repescagem da Copa Sul-Americana. Essa derrota expressiva reflete uma crise interna que, segundo especialistas e ex-jogadores, é evidenciada pela atual gestão do clube. O ex-jogador Casaca declarou que a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Vasco não profissionalizou a equipe, mas sim blindou a “incompetência” instalada dentro da diretoria, dificultando a recuperação do clube.
No embate contra o time equatoriano, o Vasco sofreu com a expulsão precoce de Lucas Piton, ainda aos 12 minutos, o que comprometeu a estratégia e contribuiu para a desorganização em campo. O Independiente del Valle, comandado pelo espanhol Javier Rabanal, aproveitou a vantagem numérica para dominar a partida. Os gols foram marcados por Mateo Carabajal (45’+3), um duplo do equatoriano Patrick Mercado (49′ e 82′) e Claudio Spinelli (51′), ambos argentinos, selando uma vitória incontestável dos donos da casa.
Essa derrota não apenas compromete as chances do Vasco na competição continental, mas também escancarou as falhas administrativas do clube. Casaca enfatizou que a SAF, embora projetada para profissionalizar a gestão do clube e modernizar suas estruturas, falhou em promover mudanças estruturais efetivas. Para ele, a SAF serviu apenas para proteger quem está à frente da diretoria, que não vem entregando resultados satisfatórios, criando um ciclo vicioso de má administração e desempenho ruim em campo.
A multa precoce no placar e a postura insegura dos jogadores refletem o ambiente de instabilidade que o Vasco enfrenta. A imprensa brasileira, aliada aos torcedores nas redes sociais, não poupou críticas, classificando o resultado como uma ‘vergonha’ para um clube da grandeza do Vasco da Gama. A pressão sobre a equipe técnica, comandada por Fernando Diniz, é enorme, e o jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira no Rio de Janeiro, se torna decisivo para tentar reverter a situação.
Especialistas alertam que, para o Vasco sair dessa crise, será necessário um processo real de profissionalização, com transparência e planejamento a longo prazo, não apenas mudanças superficiais na administração. A blindagem promovida pela SAF até o momento tem parecido mais como uma barreira para críticas do que um impulso real para o sucesso.
O episódio marca mais um capítulo sombrio na trajetória do clube carioca, que trabalha para equilibrar tradição e necessidade de modernização para voltar a brilhar nacional e internacionalmente.
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