Análise: vexames marcam campanha na Sul-Americana que o Vasco tratou como prioridade

O Vasco da Gama viveu, na noite desta terça-feira (15), um dos capítulos mais dramáticos de sua recente história na Conmebol Sul-Americana. O time carioca, que fez da competição internacional uma prioridade para a temporada de 2025, sofreu uma goleada por 4 a 0 para o Independiente del Valle, em Quito, no Equador, pela fase de playoffs do torneio[1][3][5]. O resultado praticamente inviabiliza a classificação para as oitavas de final e gera profunda frustração entre torcedores, jogadores e a diretoria, que apostava na Sula como caminho para reposicionar o clube no cenário continental.

A partida começou com o Vasco tentando impor o ritmo, mas logo aos 11 minutos do primeiro tempo a expulsão do lateral-esquerdo Lucas Piton — após pisão no tornozelo de Guaguá, revisado pelo VAR — mudou completamente o rumo do confronto[2][4][5]. Com um jogador a menos e jogando a mais de 2.800 metros de altitude, o time carioca viu o adversário controlar as ações, acumular chances e desencadear uma blitz aérea implacável sobre a defesa vascaína, que era liderada por um inspirado Léo Jardim — goleiro que evitou um placar ainda mais elástico com defesas difíceis e até a defesa de um pênalti nos acréscimos da partida[3][4].

O placar só não foi aberto antes devido ao desempenho de Jardim e à sorte, mas nos acréscimos do primeiro tempo Carabajal, aproveitando um rebote, colocou o Del Valle em vantagem[2][3][4]. Na etapa final, a diferença física e tática ficou evidente: Mercado marcou duas vezes, Spinelli engrossou o placar e o Vasco, sem fôlego e sem reação, assistiu à goleada se consumar. A tragédia poderia ser ainda maior, já que um gol de Spinelli foi anulado por impedimento e Cazares, do Del Valle, desperdiçou um pênalti nos minutos finais[3][4].

A campanha do Vasco na Sul-Americana 2025 foi marcada por vexames, sendo o mais recente e emblemático a derrota sofrida em Quito[5]. Anteriormente, o time já havia perdido por 4 a 1 para o Puerto Cabello, da Venezuela, e desperdiçou uma vantagem de 3 a 1 para empatar com o Melgar, no Peru. Fora de casa, o saldo é de 12 gols sofridos e apenas um ponto conquistado[5]. Em São Januário, o panorama foi um pouco melhor, com vitórias sobre Melgar (3 a 0) e Puerto Cabello (1 a 0), mas sem a regularidade necessária para iludir a torcida quanto a uma possível campanha vitoriosa[5].

O planejamento para a competição, tratada como prioridade máxima pela diretoria de Pedrinho, esbarrou em problemas estruturais e de elenco, além de falhas individuais recorrentes. O técnico Fernando Diniz, que chegou a ter um período de produção ascendente, viu suas opções táticas drasticamente reduzidas após a expulsão precoce de Lucas Piton — que recebeu nota zero da crítica especializada por seu desempenho na partida[5]. Outros nomes de peso, como João Victor e Maurício Lemos, também foram apontados como responsáveis por péssimas atuações em Quito[5].

Agora, o Vasco precisa de um milagre no jogo de volta, marcado para terça-feira (22), em São Januário, às 21h30. Para seguir na competição, o time deve vencer por uma diferença de cinco gols, ou por quatro gols e depois nos pênaltis — algo inédito na história da Sul-Americana[1][3]. A torcida já prevê o pior, e o clima no clube é de decepção com a distância entre discurso e realidade.

O episódio em Quito reforça a necessidade de uma análise profunda sobre o projeto desportivo do Vasco, que, apesar do investimento e da priorização da Sula, não conseguiu evitar novos vexames internacionais. A diretoria, pressionada, terá pela frente o desafio de encontrar respostas para uma equipe que, ao menos neste momento, parece longe de recompor sua tradição e autoestima no futebol brasileiro e sul-americano.

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